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Veracel comete crime de desobediência e faz reintegração por conta própria em terras de agricultores

A Veracel Celulose cometeu crime de desobediência quando resolveu fazer reintegração de posse por conta própria em terras com lítigio na justiça estadual, de acordo com o Advogado Dr. Mário Júnior Pereira Amorim, especialista em Direito Penal, que representa os agricultores Geraldo Pereira dos Santos e Derolino Pereira. Segundo o advogado, em 2009 a Veracel resolveu entrar com pedido de reintegração de posse no Processo Nº 0004935-16.2009.8.05.0079 contra movimentos sociais e outros adeptos e simpatizantes, fato que pegou de surpresa os irmãos Geraldo e Derolino que nada tem a ver com o objetivo da ação e mesmo assim foram prejudicados com mandados judicias que após cumpridos  causaram destruições em suas propriedades, as fazendas Boa União 1 e 2 e Conjunto São Geraldo, cujos documentos e testemunhas apresentadas à justiça, comprovam ocupações desde o fim dos anos 70.  No referido processo, a defesa dos agricultores apresentou documentos que atestam que a empresa Veracel unificou áreas não contíguas e antes que o Juiz Afrânio de Andrade Filho deferisse parecer ou reinterasse o mandado de reintegração de posse, a multinacional adentrou as terras em questão com dezenas de máquinas e equipamentos cortando plantios de eucaliptos de forma indiscriminada e desrespeitosa.

A nossa reportagem acompanhou o agricultor Geraldo Pereira até a Fábrica da Veracel e registrou que o mesmo não foi recebido, esteve também acompanhando o agricultor na manhã de segunda-feira (19), no módulo montado pela empresa Veracel em suas propriedades, ouvindo as cobranças do mandado de reintegração de posse e licenças de plantios e extrações. Geraldo comunicou ao encarregado às 10:30 da manhã, mas só foi recebido no final da tarde por um representante da empresa que não apresentou nenhum documento.

Os irmãos agricultores, em conversa com seu advogado, decidiram comunicar este fato ao juiz, e irá fazer o mesmo com as empresas Certificadoras ambientais e outras, bem como tentar contato com os patrões da Veracel, sendo a FIBRIA e Stora Enso, já que os administradores da multinacional no extremo sul da Bahia e sua equipe jurídica não estão tendo habilidades para resolver estes graves conflitos que estão trazendo prejuízos também aos movimentos sociais que já tiveram, como eles, expulsões e destruições de plantios e lavouras de alimentos.

O advogado Dr. Mário Júnior, aguarda celeridade no processo e não descarta uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em caso de morosidade da justiça para resolver a questão dessa desobediência, ora relatada, praticada pela Veracel Celulose.

 

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