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Procuradora-geral, Raquel Dodge, diz que há uma “impunidade seletiva” no Brasil e que a população “tem sede de Justiça”

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, criticou o grande número de recursos permitidos no país. Na avaliação dela, essas possibilidades “eternizam” o processo judicial e desafiam a autoridade dos juízes, que estariam sempre “desafiados por um novo recurso”. De acordo com a Agência Brasil, durante evento realizado nos Estados Unidos, ela ressaltou ainda que há uma “impunidade seletiva” no Brasil e que a população “tem sede de Justiça”. “Contamos nos dedos os poucos que tem uma sentença condenatória transitada em julgada e que leva a uma punição”, afirmou Dodge durante conferência organizada por alunos brasileiros das universidades de Harvard e do MIT. A procuradora-geral da República defendeu também o uso dos acordos de leniência e também da colaboração premiada nas investigações. “O crime de colarinho branco é praticado a portas privadas e é preciso dar prêmio a quem resolve romper essa simulação”, argumentou.

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