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Quarta, 12 de agosto de 2020
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Mundo

Caso de peste bubônica coloca China em alerta

já existe tratamento para a peste bubônica através da administração de antibióticos comuns

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Em meio à pandemia do coronavírus, doenças antigas voltam a ameaçar a China. Na região autônoma da Mongólia Interior, foi registrado um caso de peste bubônica, doença que causou a Peste Negra na Idade Média. A confirmação colocou as autoridades de saúde em alerta e fez as medidas de segurança sanitária serem ampliadas até o fim do ano, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

O caso foi relatado no último sábado, 4. Trata-se de um camponês da cidade de Bayannur, que agora está em quarentena em um hospital. Seu estado de saúde é estável.

Ainda não se sabe como o paciente se infectou, mas as autoridades estatais decretaram nível três de alerta, proibindo a caça e consumo de animais que poderiam estar com a doença.

O consumo de carne crua de animais, como esquilos, marmotas e coelhos, paca e cutia, está relacionado a casos da infecção.

O último surto de peste bubônica foi registrado em 2017, em Madagascar. Na época, foram registrados 2.348 casos e pelo menos 202 mortes.

De acordo com uma fonte ouvida pela BBC,  é improvável que a peste bubônica gere uma nova epidemia. “Ao contrário do século 14, nós agora temos uma compreensão de como essa doença é transmitida”, disse Shanti Kappagoda, médico da clínica Stanford Health Care, ao site Healthline.

Hoje, já existe tratamento para a peste bubônica através da administração de antibióticos comuns, que devem ser utilizados precocemente.

Peste bubônica: sintomas e passado

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis e é transmitida principalmente por pulgas que são infectadas. Na Mongólia Interior, o hospedeiro geralmente é a marmota que vive em áreas rurais.

Seus sintomas se assemelham aos da gripe, incluindo calafrios, dor de cabeça intensa, febre alta, dores generalizadas, náuseas, vômitos, confusão mental e inflamação dos gânglios linfáticos. Eles começam a aparecer entre três e sete dias depois da infecção.

No passado, quando ainda não tinha tratamento, a peste bubônica provocava a morte de 30 a 90% dos infectados em um período muito curto de tempo, de – no máximo – 10 dias.

Na segunda metade do século 14, a doença virou uma pandemia, se espalhando pela Europa,  Ásia e África e matando 50 milhões de pessoas.

Acredita-se que inicialmente a propagação da doença, naquela época, deu-se por meio de picadas de pulgas dos ratos. Depois, quando a peste estava mais avançada, a disseminação passou a acontecer por via aérea, por meio do contato com gotículas respiratórias, como espirro e tosse, assim como é hoje com o coronavírus.

A doença foi denominada “negra” por conta das manchas escuras que se formavam na pele, em regiões de grande concentração de gânglios, como axilas e virilha.

Fonte/Créditos: Catraca livre

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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