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Índice que reajusta o aluguel registra queda de 0,49% em novembro após 15 meses de alta

No acumulado no ano, entretanto, IGP-M ainda acumula alta de 8,71%. Combustíveis contribuíram com a queda.

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,49% em novembro, após 15 meses seguidos de alta, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (29).

Apesar da deflação em novembro, o índice ainda acumular alta de 8,71% no ano e de 9,68% em 12 meses, bem acima da inflação oficial.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Em outubro, o índice havia registrado alta de 0,89%, e acumulava alta de 9,25%, e de 10,79% em 12 meses. Já em novembro de 2017, o índice havia subido 0,52% e acumulava queda de 0,86% em 12 meses.

Em 2018, o IGP-M tem subido bem acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA. Mas com o mercado imobiliário ainda desaquecido e os preços dos imóveis ainda em queda, especialistas apontam que há espaço para negociação com os proprietários.

O IGP-M sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.

A principal contribuição partiu do grupo bens finais, que variou -0,84%, contra 1,15% em outubro, com destaque para o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa de variação passou de 2,08% para -12,43%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), relativo aos preços no varejo, que responde a 30% do cálculo, passou de 0,51% em outubro para 0,09% em novembro.

Todas as classes de despesa do índice registraram recuo, com destaque para o grupo Transportes (1,06% para -0,10%), puxado pela gasolina, cuja taxa passou 3,49% para -1,10%.

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos:

  • Habitação (0,04% para -0,65%)
  • Educação, Leitura e Recreação (0,63% para 0,37%)
  • Vestuário (0,57% para 0,27%)
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,48% para 0,36%)
  • Comunicação (0,17% para 0,14%)
  • Alimentação (0,70% para 0,68%)
  • Despesas Diversas (0,07% para 0,05%)

As principais influências observadas para a desaceleração dos preços partiram dos seguintes itens:

  • tarifa de eletricidade residencial (-0,48% para -4,18%)
  • salas de espetáculo (1,66% para 0,41%)
  • roupas (0,79% para 0,44%)
  • artigos de higiene e cuidado pessoal (0,86% para 0,29%)
  • mensalidade para TV por assinatura (0,52% para 0,00%)
  • laticínios (-0,82% para -2,84%)
  • alimentos para animais domésticos (0,45% para -0,24%)

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor do que os outros subíndices, passou de 0,33% para 0,26%.

Fonte: G1

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