Tribunal de Ética da OAB apura como traficante virou advogado na Bahia com documento falso

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O Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) apura a situação de um traficante foragido que se tornou advogado a partir de documentos falsos. Até o momento, o Tribunal de Ética da Ordem ainda não foi notificado por nenhuma autoridade sobre a questão.

O caso se tornou conhecido a partir de uma matéria do G1 do Rio de Janeiro. De acordo com a publicação, o traficante Anderson Luiz Moreira da Costa atuava no Morro da Serrinha, em Madureira, no Rio de Janeiro, mas fugiu da prisão e decidiu “recomeçar” a vida na Bahia. Com documentos falsos, ele cursou a faculdade de Direito e passou no Exame de Ordem com uso de uma nova identidade: Adson Moreira de Menezes. As impressões digitais confirmaram que, na verdade, Adson é Anderson.

O traficante comandava o Morro da Serrinha entre a década de 1990 e o início dos anos 2000. Ele era conhecido como “Espinha”, por causa de uma cicatriz na barriga. Na ficha criminal, ainda consta o crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e porte de armas. Por mais de dez anos, o traficante viveu em Salvador. Na capital baiana, ele foi dono de um restaurante, de uma loja de instrumentos musicais e uma de peças de motos. Como Adson, chegou a ser aprovado em um concurso para estagiário de uma penitenciária baiana.

A previsão é que, no próximo ano, ele concluísse a especialização em Ciências Criminais para dar aulas em faculdades. Anderson foi preso por agentes da Polícia de Icaraí, em Niterói, no Rio. Ele tinha em seu nome três mandados de prisão por latrocínio e tráfico.

 

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