Guaratinga: vice-prefeito denuncia que pode haver máfia das AIHS após descobrir nomes de mortos em listas de atendimentos de hospital público da cidade

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Foto: TV Bahia
A repercussão das denúncias feitas pelo vice-prefeito de Guaratinga, Ezequiel Xavier, que identificou nomes de pessoas que já haviam morrido e que nunca haviam passado por cirurgias no Hospital público da cidade caiu como uma bomba na gestão da prefeita e médica Christine Pinto que terá que dar explicações à justiça. As informações são cabulosas e as denúncias foram encaminhadas aos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que estão investigando o caso.
As suspeitas de fraudes na saúde de Guaratinga foram destaque do telejornal BA TV, da emissora Globo, no início da noite de segunda-feira (28) e de acordo com a reportagem, cirurgias que nunca foram realizadas, nomes de pessoas que nunca foram atendidas e procedimentos em pessoas mortas constam na lista de Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) do Hospital e Maternidade Joana Moura, repassada à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.
Um dos casos mais chocantes foi a denúncia de uma cirurgia em que o suposto paciente José Bonifácio Santana teria se submetido em abril de 2017, cerca de três meses após a morte dele. O servidor público Adauto Silva, que é sobrinho de José Bonifácio, disse que o tio morreu no dia 27 de janeiro deste ano e que, sendo assim, não havia possibilidade de ele ter passado por cirurgia no período que consta nos documentos do preenchidos pelo município. Conforme a reportagem, o Sistema Único de Saúde (SUS) repassou para a saúde do município o valor de R$ 765,69 pela suposta cirurgia.
Uma mulher, que preferiu não ser identificada, também disse que foi vítima da suposta fraude. De acordo com a reportagem, o SUS pagou R$ 1.817 por uma colectomia (cirurgia no sistema digestivo), mas a mulher garantiu que não passou pelo procedimento.
O promotor de Justiça, Helber Batista, explicou que há um prazo legal de 30 dias para deliberar medidas cabíveis em relação aos documentos. Já o Ministério Público Estadual enviou uma nota esclarecendo que vai pedir que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia abra uma auditoria para investigar as denúncias.
O secretário de Sáude de Guaratinga, Rodrigo Reis, disse que não tinha conhecimento sobre o processo de faturamento do hospital e que vai abrir uma sindicância interna para apurar as denúncias. Na possibilidade das acusações serem verdadeiras, ele disse que os responsáveis serão penalizados e responderão pelo crime de improbidade administrativa.
A prefeita de Guaratinga, Christine Pinto, é formada em medicina e também será investigada.Ela não apareceu na reportagem e até o momento, não se pronunciou sobre as denúncias.
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