Baianos contrários ao Fundo Especial aceitam e utilizam recursos em campanhas à reeleição

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As verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) estão sendo uma dos principais fontes de receita para a realização das campanhas eleitorais nas eleições deste ano, inclusive para aqueles parlamentares que foram contra a sua criação, mas que, ao que parece, mudaram de opinião ou não acreditam que haja incoerência em aceitar e utilizar a verba do Fundo. Pelo menos dois deputados federais baianos fazem parte deste grupo: Uldurico Junior (PPL) e Erivelton Santana (Patriota).

O FEFC, criado durante a reforma política em 2017 e em vigor a partir das eleições deste ano, é um fundo público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos. Desde a proibição de doações por parte de empresas, estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o FEFC passou a ser uma das principais fontes de verba para a realização das campanhas. Ao todo, uma receita superior a R$ 1,7 bilhão foi distribuída entre partidos políticos brasileiros para a campanha eleitoral de 2018.

Durante a votação que aprovou o FEFC, quatro baianos foram contrários à criação do fundo, João Gualberto (PSDB), Fernando Torres (PSD), Uldurico Junior (PPL) e Erivelton Santana (Patriota). Gualberto e Torres não são candidatos nas eleições deste ano, entretanto, Uldurico Junior e Santana estão na corrida pela reeleição às vagas na Câmara dos Deputados e ambos receberam verba do FEFC para as suas campanhas eleitorais.

O candidato Erivelton Santana recebeu R$ 114 mil do FEFC, conforme o DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda de acordo com os dados do órgão, esse montante foi a única receita recebida por Santana, que não considera contraditório aceitar o dinheiro do fundo para a campanha. “Uma vez aprovado não seria sensato concorrer em desigualdade com as demais candidaturas”, alegou.

O deputado do Patriota disse ainda que segue em discordância com o Fundo Especial e que mudaria seu posicionamento apenas “por uma proposta melhor elaborada que dependesse menos de recursos públicos”. “Votei contra o fundo por entender que a modalidade de financiamento deveria ser melhor debatida para se chegar a um modelo que não dependesse apenas de recurso público”, justificou.

O candidato Uldurico Junior recebeu R$ 50 mil. Assim como Santana, essa é a única receita registrada junto ao TSE para a sua campanha. O Bahia Notícias tentou contato com o deputado federal diversas vezes, mas não teve retorno até o fechamento desta matéria.

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